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‘Pílula do câncer’ não deve substituir tratamentos comprovados

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A fosfoetanolamina ainda não passou por todos os testes necessários. Quimioterapia, radioterapia e imunoterapia ainda são as principais terapias.

 Do G1, em São Paulo

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Sem comprovação científica 
Em razão da falta de pesquisas oficiais, a recomendação é não usar. O uso pode prejudicar o paciente e não deve substituir tratamentos aprovados e receitados pelo médico. Toda a produção e distribuição que eventualmente exista é clandestina, sem nenhum controle de qualidade. A USP entregou cápsulas nos últimos meses sob ordem judicial, mas o próprio órgão informou não ter qualquer controle sobre a qualidade da pílula.

Não foi avaliada em testes com humanos
Foram feito apenas testes em células de câncer, em laboratório, e em camundongos. Ou seja, ela não passou por todas as avaliações, é uma candidata a remédio e, de cada 10 mil candidatos revelados, apenas um vira remédio.

O processo de estudos é necessário porque toda droga tem duas faces, a boa e a ruim e, para ser usada como remédio, os benefícios têm de superar os riscos. Os testes são para que a gente não jogue com a sorte. Mesmo após todos esses testes, ainda há remédios que têm de ser tirados do mercado, pois, no uso em larga escala, revelam efeitos ruins desconhecidos.

Tratamentos comprovados

Cirurgias, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia são os principais tratamentos que comprovadamente podem até mesmo eliminar alguns tipos de câncer. São eles que permitem que até 80% dos cânceres infantis desapareçam e garantem também índices muito bons para tumores de testículo, ovários, linfomas e, mais recentemente, melanomas.

Os tratamentos estão avançando, a quimioterapia com menos efeitos colaterais, a radioterapia cada vez mais precisa, sem atingir órgãos próximos ao tumor, e as terapias alvo e a imunoterapia com cada vez mais possibilidades terapêuticas. A questão ainda é o acesso, pois falta que esses tratamentos estejam disponíveis a todos os pacientes.

 

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/12/pilula-do-cancer-nao-deve-substituir-tratamentos-comprovados.html